Orientações para Exames e Procedimentos em Cardiologia

Caso você vá realizar algum exame ou procedimento em nosso serviço é muito importante que siga todas as orientações para a realização do mesmo. Algumas orientações visam manter a segurança e bem estar do paciente e equipe, bem como o seu não cumprimento pode significar cancelamento do exame.

PROCEDIMENTOS E EXAMES EM CARDIOLOGIA

EXAMES

PROCEDIMENTOS

Importante: as informações aqui contida são exemplificações das condutas habituais para realização dos exames / procedimentos e NÃO substituem a avaliação médica e orientações repassadas pelo profissional de saúde competente considerando cada caso em particular. Dúvidas ou sugestões favor nos enviar uma mensagem ou pelo e-mail suporte@realcor.com.br



ELETROCARDIOGRAMA (ECG)

Descrição

É um método não invasivo de medir a atividade elétrica do coração e desta forma diagnosticar muitas alterações presentes no mesmo. A metodologia consiste em se colocar sobre a pele 10 eletrodos, e fazer o registro em papel da atividade elétrica do coração.

Duração
Cerca de 1 a 2 minutos

Riscos para o paciente
Nenhum

Preparo do pacientes / Cuidados antes do exame
Nenhum. O exame é feito com o(a) paciente semi-nu(a).

 

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ECOCARDIOGRAMA (TRANSTORÁCICO)
(ECODOPPLER COM MAPEAMENTO A CORES)


Descrição
É um método não invasivo que utiliza a ultrassonografia para visualizar o coração, sua cavidades, suas válvulas e seus vasos. Tem a função de, além demonstrar alterações do tamanho e forma do coração e constituintes, medir sua função em diversos aspectos. Se mostra como principal método diagnóstico nas doenças do coração congênita e adquiridas. Sua metodologia é semelhante à de uma ultrassonografia comum, o examinador, através de uma peça denominada transdutor percorre o tórax do paciente para captar os sinais do coração do mesmo.

Duração
Variável, desde poucos minutos até 30 minutos.

Riscos para o paciente
Nenhum

Preparo do pacientes / Cuidados antes do exame
Nenhum. O exame é feito com o(a) paciente semi-nu(a).

 

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ECOCARDIOGRAMA TRANSESOFÁGICO


Descrição
É um método invasivo que utiliza a ultrassonografia para visualizar o coração, sua cavidades, suas válvulas e seus vasos através da introdução de uma sonda no esôfago do examinado. Tem utilidade semelhantes ao ecocardiograma transtorácico comum, sendo especialmente indicado naquelas situações em que o mesmo não conseguiu definir bem a anatomia do coração, bem como na detecção de coágulos no interior do coração. Sua metodologia é semelhante à de um exame de endoscopia: geralmente é feito uma sedação por via endovenosa, e após isso introduzido através da boca do paciente, em direção ao esôfago, a sonda transesofágica.

Duração
Variável,  entre 30 a 40 minutos.

Riscos para o paciente
Os potenciais riscos são encontrados em portadores de doenças do esôfago como varizes esofageanas, ou úlceras sangrantes.

Preparo do pacientes / Cuidados antes do exame
Deve ser obedecido um jejum de 6 horas (sólidos e líquidos).

O paciente deve informar com antecedência ao médico se for portador de alguma doença do esôfago (varizes de esôfago por exemplo), se tiver dificuldade para engolir ou passado de radioterapia na região do pescoço (algumas destas situações poderiam ser contra-indicação para o exame)

Além disso, informealergia a algum medicamento tipo : sedativos, remédios para dormir, diazepam, lexotan, xylocaína.

Situações como uso de anticoagulantes (marevan, coumadin, pradaxa, xarelto ou eliquis) devem ser mencionadas, sendo em algumas situações indicado nesses casos uma dosagem laboratorial da coagulação para realizar o exame.


O paciente deve comparecer ao exame acompanhado de alguem, e não deve após o mesmo realizar qualquer tarefa que exija sua atenção como dirigir automóvel ou manipular máquina, devido aos efeitos residuais dos sedativos empregados.


 

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ECOCARDIOGRAMA COM ESTRESSE FARMACOLÓGICO  (ECO-ESTRESSE)


Clique aqui e faça o download da ficha de recomendações do exame

Descrição
Utiliza a mesma metodologia da ecocardiografia convencional, associada ao uso de uma medicação endovenosa que tem a função de aumentar o funcionamento do coração, no objetivo de simular um estresse físico convencional. Tem a utilidade de detectar indiretamente a presença de doenças na artérias coronárias do coração, uma vez que, havendo algum tipo de obstrução nestas, esta obstrução vai limitar o fluxo sanguíneo para o coração em uma situação de maior demanda, ou seja, de estresse..  e isto pode ser observado através da ecocardiografia.

Inicialmente é realizado um ecocardiograma convencional, e logo após, uma vez que o paciente é monitorizado (monitor cardíaco de batimento, monitor de pressão arterial e eletrocardiograma), é iniciada a infusão contínua por via endovenosa da medicação (dobutamina e atropina), com protocolo gradual de aumento a cada 3 minutos. Após cerca de 10 a 15 minutos é interrompida a medicação que permanece poucos minutos ainda circulando, e em alguns casos administrado um "antídoto".

Duração
O exame em si dura em torno de 20 minutos, mas seu tempo total pode levar até 90 minutos quando consideramos os preparativos antes do exame e a necessidade de repouso 30 minutos após o término do exame.

Riscos para o paciente

Os efeitos colaterais durante o exame mais frequentes correspondem à mesma sensação de um exercício físico: calor, palpitação, respiração mais rápida, além de outros sintomas como dormência, todos reversíveis após o término do exame. A incidência de efeitos mais sérios como angina ou arritmias são em incidência semelhante ao teste ergométrico convencional. 

Atenção: portadores de asma, doença da próstata e glaucoma devem mencionar isto ao médico examinador para que cuidados adicionais sejam tomados.

O paciente deverá vir acompanhado para o exame, evitando nas 24 horas antes do exame exercício físico e álcool.

Jejum de 4 horas antes do exame.

As medicações habituais devem ser utilizadas normalmente pelo paciente, inclusive no dia do exame (um gole de água para ingerir a medicação de uso pessoal do paciente não interfere com o jejum)

Não ingerir nas 12 horas antes do exame: café, chá, chocolate, hortelã, coca-cola, guaraná em pó (ou qualquer outro alimento contendo cafeína) além de medicamentos a base de aminofilina.

Ter uma noite de sono agradável no dia anterior, evitando também exercício físico e álcool neste mesmo período

Vir de preferência acompanhado

Muitas vezes é necessária a suspensão de medicações, que só deve ser feita pelo médico solicitante. Veja a lista abaixo das medicações que interferem no resultado do exame:

Preparo do pacientes / Cuidados antes do exame

Princípio ativo    Nome comercial
Propranolol        Inderal, Rebaten
Carvedilol           Divelol, Ictus, Coreg
Atenolol              Atenol, Angipress, Ablok

Metoprolol          Selozok
Bisoprolol           Concor
Nebivolol            Nebilet
Diltiazem            Balcor, Diltizem , Cardizem
Verapamil          Dilacoron

 

* Caso haja desistência por qualquer motivo ou mesmo dúvidas, entre em contato o mais breve possível pelo telefone (3416.1934) ou e-mail (suporte@realcor.com.br), para beneficiar outro paciente que também esteja esperando por esse exame
 

** Devido a dificuldade em realizar o exame em pessoas com obesidade importante (acima de 150kg), passado de cirurgia no seio esquerdo (incluindo prótese), portadores de enfisema e outras doenças pulmonares, avise-nos previamente para que seja feita uma pré-avaliação da imagem.

Clique aqui e faça o download da ficha de recomendações do exame

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TESTE ERGOMÉTRICO (ECG DE ESFORÇO)


Descrição
É um método utilizado para medir os batimentos cardíacos, pressão arterial e atividade elétrica do coração (através do eletrocardiograma), durante um atividade física realizada em uma esteira ergométrica. Tem a função de detectar diversas alterações do coração que muitas vezes só estão presentes quando o indivíduo se submete a um esforço físico, podendo desta maneira até prever o desencadeamente de um evento cardíaco como infarto e angina do peito. O exame é realizado através da colocação de eletrodos no tórax do paciente, que então inicia de maneira gradual o esforço físico em uma esteira. A partir daí todos os parâmetros são monitorados : a frequência do coração, a pressão arterial e os batimentos cardíacos, sendo o exame interrompido caso o paciente solicite, quando se chegar ao limite pré-estabelecido para aquele paciente ou quando ocorre alguma alteração nos parâmetros analisados.

Duração
Cerca de 20 a 30 minutos.

Riscos para o paciente
Pacientes graves ou portadores de doença cardíaca avançada ou extensa, podem experimentar durante o esfoço sensação de angina ou dor no peito, bem como de arritmias. Com os cuidados atualmente realizados, de interromper o exame ao mínimo sinal de alteração, os riscos são praticamente desprezíveis quando tomadas todas as precauções.

Preparo do pacientes / Cuidados antes do exame
Pessoas incapazes de realizar esforço físico com as pernas não podem realizar este exame.
Se recomenda que se tenha uma refeição leve antes do exame. Alguns medicamentos podem ser suspensos antes do exame, portanto se informe previamente com seu médico ou com nosso setor de diagnósticos na recepção Realcor. 

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TESTE CARDIOPULMONAR (ERGOESPIROMETRIA)

O que é ?
Exame que associa o teste ergométrico com a análise dos gases expirados durante o esforço físico.

Indicações
•    Avaliação de doenças cardíacas e pulmonares.
•    Avaliação de pacientes no pré e no pós-transplante cardíaco.
•    Quantificação do risco de pacientes com insuficiência cardíaca.
•    Para programar a reabilitação em pacientes cardiopatas e pneumopatas.
•    Para programar treinamento de atletas.
•    Para diagnóstico diferencial da dispneia 

Duração
Cerca de 60 minutos.

Contra-Indicações
•    Gestantes
•    Infecções agudas
•    Incapacidade física de caminhar ou correr na esteira ergométrica .

Riscos para o paciente
Os mesmos do teste ergométrico

Preparo do pacientes / Cuidados antes do exame
•No dia do exame não utilizar cremes, pomadas ou gel na pele.
•Ir com bermuda ou calça confortável; com tênis preferencialmente; mulheres com top ou sultiã
•Não fumar duas horas antes e uma hora após o exame.
•Dieta normal duas horas antes ou dieta leve uma hora antes do exame (o paciente não deve fazer o exame em jejum).
•A suspensão de medicação em uso fica a critério do seu médico e na dependência dos objetivos do exame.

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HOLTER DE 24 HORAS (ECG DE 24 HORAS)


Descrição
É um exame que utiliza o eletrocardiograma realizado por 24 horas para diagnosticar distúrbios no coração que acontecem de maneira intermitente, ou seja, que o eletrocardiograma convencional realizado por poucos segundos não foi capaz de diagnosticar. Estes distúrbios são conhecidos por arritmias cardíacas. A metodologia consiste na colocação, com fita adesiva, de eletrodos no tórax do paciente, conectados por fio até uma caixa que fica na sua cintura . O paciente retorna às suas atividade habituais e após 24 horas volta ao hospital para retirar o aparelho. É importante que todo sintoma referido, principalmente palpitação, tontura, falta de ar, seja registrado no "diário" que acompanha o aparelho, bem como o horário exato do aparecimento... isto tem o objetivo de tentar correlacionar qualquer possível sintoma do paciente com alguma manifestação do eletrocardiograma naquele horário.

Duração
A colocação e retirada dos eletrodos é rápida, durando poucos minutos. No total são 24 horas de monitorização.

Riscos para o paciente
Nenhum 

Preparo do pacientes / Cuidados antes do exame
Nenhum preparo ou cuidado é necessário.
Se recomenda cuidados com o aparelho no sentido de evitar qualquer dano ou interferência externa. O paciente não deve enquanto tiver com o aparelho tomar banho ou tentar manipular qualquer componente do mesmo.


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MONITORIZAÇÃO AMBULATORIAL DA PRESSÃO ARTERIAL (MAPA)


Descrição
É um exame que utiliza  a medição  realizada por 24 horas da pressão arterial através de um aparelho automático dotado de um registro interno.A metodologia consiste na colocação de um manguito de pressão no braço do paciente, o qual é conectado através de um tubo de borracha até um pequeno dispositivo fixado na cintura do paciente. O paciente retorna às suas atividade habituais e após 24 horas volta ao hospital para retirar o aparelho. É importante que todo sintoma referido bem como qualquer medicamento que se faça uso seja registrado no "diário" que acompanha o aparelho, bem como o horário exato do aparecimento... isto tem o objetivo de tentar correlacionar qualquer possível sintoma do paciente com alguma modificação da pressão arterial naquele horário. O manguito é inflado automaticamente a intervalos constantes (de 15 em 15, ou 30 em 30 minutos).

Duração
A colocação e retirada do aparelho é rápida, durando poucos minutos. No total são 24 horas de monitorização.

Riscos para o paciente
Nenhum (excetuando o desconforto gerado durante a aferição da pressão, a qual é feita inclusive durante o sono)

Preparo do pacientes / Cuidados antes do exame
Nenhum preparo ou cuidado é necessário.

Se recomenda cuidados com o aparelho no sentido de evitar qualquer dano ou interferência externa. O paciente deve para tomar banho, desde que saiba retirar e colocar o aparelho, fazê-lo imediatamente após alguma aferição, procurando recolocá-lo antes da próxima. (obs: não tente fazer este procedimento caso não tenha sido orientado para isso)

 

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ELETROCARDIOGRAMA DE ALTA RESOLUÇÃO (ECG-AR)


Descrição
É um método não invasivo com o objetivo de medir a atividade elétrica do coração (mais tecnicamente falando, medir os potenciais elétrico finais ou tardios) e desta forma tentar avaliar a predisposição para o aparecimento de arritmias malignas (distúrbios do ritmo do coração). A metodologia consiste em se colocar sobre a pele 8 eletrodos, e fazer o registro com o paciente imóvel e em local silencioso por 16 minutos.

Duração
No total cerca de 20 minutos (incluindo o preparo)

Riscos para o paciente
Nenhum

Preparo do pacientes / Cuidados antes do exame
Nenhum. O exame é feito com o(a) paciente semi-nu(a).

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TESTE DE INCLINAÇÃO (TILT TABLE TEST ou Teste da Mesa Inclinada) 



Clique aqui e faça o download da ficha de recomendações do exame

Descrição
É um método não invasivo com o objetivo de pesquisar a causa de desmaios ou tonturas através da inclinação do corpo do paciente em 70 graus em relação ao solo. O exame é realizado em laboratório especializado, em que o paciente inicialmente deita-se em uma mesa (cama) e após 10 minutos é inclinado LENTAMENTE até uma posição de 70 graus, permanecendo nesta posição por 40 minutos. Durante o exame será medido a intevalos regulares a pressão arterial e os batimentos cardíacos, no intuito de detectar modificações que justifiquem o desencadeamento dos sintomas do paciente.

ATENÇÃO

DURANTE O EXAME NENHUM MOVIMENTO BRUSCO SERÁ EXECUTADO, BEM COMO NÃO HAVERÁ “GIROS” OU MOVIMENTOS DE “PONTA-CABEÇA”. O ÚNICO DESCONFORTO ALGUMAS VEZES RELATADO PELA PESSOAS QUE FAZEM, É O DE NÃO PODER DURANTE O EXAME ENQUANTO ESTIVEREM EM PÉ MOVIMENTAR AS PERNAS. 

Duração
Cerca de 1 hora. 

Riscos para o paciente
Foram relatados alguns raros casos de queda importante da pressão ou alteração do batimento cardíaco em que foram necessárias medidas como uso de medicamentos para rverter. (incidência de complicações baixíssima: 3 em cada 1000 exames)

Preparo do pacientes / Cuidados antes do exame
O paciente deve estar em jejum (de 6 horas para alimentos sólidos e 4 horas para líquidos).

VIR COM UMA ROUPA QUE PERMITA SER ABERTA PELA FRENTE (BOTÕES).
NÃO DEVE SER USADA MEIA ELÁSTICA.
VIR DE PREFERÊNCIA COM ACOMPANHANTE

Atenção: Mulheres grávidas não deverão fazer esse exame

As medicações habituais devem ser utilizadas normalmente pelo paciente, inclusive no dia do exame. Se necessário, o médico do paciente deverá orientar a suspensão de algumas medicações específicas.

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Vídeo com a explicação do exame (audio em inglês)

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CINTILOGRAFIA MIOCÁRDICA


Descrição
É um método que visa obter imagens do coração através da injeção pela veia de uma substância radioativa (radiofármaco) que tem afinidade pelo coração. Esta imagem deve ser obtida em duas situações distintas: em repouso, e após estresse, que pode ser através de esteira ergométrica (da mesma maneira que o teste ergométrico) ou pelo uso de drogas indutoras de estresse.

Através da comparação entre as imagens de repouso e estresse, pode ser verificada a presença de alguma região no coração em "sofrimento", dado este que terá valor fundamental para o cardiologista em algumas situações específicas.

O exame em si é feito com o paciente deitado em uma maca, sendo seu tórax rodeado por uma estrutura circular, devendo o paciente permanecer imóvel durante alguns minutos para a perfeita obtenção da imagem.

Dependendo do protocolo utilizado, poderá ser solicitado ao paciente caminhar em uma esteira ergométrica, ou permanecer deitado enquanto é feito a injeção de drogas que provoque estresse cardíaco. 

Duração
Variável, em alguns centros é dividido em 2 fases realizado em dias distintos, durando de 30 a 60 minutos cada.

Riscos para o paciente
O fármaco radioativo é desprovido de qualquer risco para o paciente, inclusive alérgico.

Os riscos praticamente vão se limitar aos inerentes à manipulação de acesso venoso (flebite, etc), bem como os risco da realização do teste ergométrico (vide acima), e nos casos que utilizam a substância estressante (dipiridamol, dobutamina, adenosina), cada uma irá ter sua contra-indicações e possíveis efeitos adversos--> para melhor esclarecimento, converse com seu cardiologista ou mesmo com o cintilografista (especialista em cardiologia nuclear) que irá realizar seu exame.

Preparo do pacientes / Cuidados antes do exame
Se recomenda que se tenha uma refeição leve antes do exame. Alguns medicamentos podem ser suspensos antes do exame, portanto se informe previamente com seu médico.

Alguns protocolos utilizam drogas que sofrem interferência das seguintes substâncias: álcool, cafeína, chocolate, hortelã, alguns chás. 

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CATETERISMO CARDÍACO  (CINEANGIOCORONARIOGRAFIA)


Descrição
Método invasivo, realizado em um laboratório de hemodinâmica, em que é feita a punção e cateterização de um vaso periférico do paciente, com o intuito de se introduzir um cateter até as proximidades do coração. Esta punção é feita sob anestesia local (que pode ser associada ou não ao uso de anestésico injetável, feito por um anestesista), estando o paciente deitado em uma maca. O procedimento realizado no cateterismo cardíaco mais comumente é a cineangiocoronariografia ,que consiste na visualização das artérias coronárias do coração através da injeção de contraste pelo cateter. Após o exame é feito o repouso por alguns minutos, e logo então o paciente é liberado para casa (exceto em algumas situações que possam indicar a permanência hospitalar)

Duração
O procedimento em si dura entre 20 a 60 minutos, mas como envolve um preparo pré e pós-procedimento, orientamos aos pacientes que irão realizar este exame que evitem marcar compromissos para o mesmo dia.

 
Riscos para o paciente
Os riscos atuais são mínimos: com a utilização de cateteres mais "finos", equipamentos mais modernos, contrastes menos tóxicos, etc. O principal determinante de risco para realização deste exame é o estado clínico do paciente, portanto, converse com seu cardiologista ou hemodinamicista (médico que realiza o cateterismo) sobre estes dados.

Complicações mais frequentes:
- Complicações no local da punção: hematoma, infecção, ...
- Complicações alérgico com o uso de contraste: prevenidos naqueles com histórico de alergia com o uso de anti-alérgicos
- Complicações renais com o uso de contraste: pode ser prevenida em pessoas susceptíveis com o uso de contrastes menos nefrotóxicos e pela realização de preparo específico
- Complicações cardíacas: resultantes da própria doença cardíaca do paciente que pode descompensar durante o procedimento

Preparo do pacientes / Cuidados antes do exame
O paciente deve estar em jejum (o ideal de 12 horas, mas pode ser feito em alguns casos com 6-8 horas),vir acompanhado, os medicamentos devem ser utilizados de acordo com orientação médica (algumas drogas devem ser descontinuadas antes do exame).
O paciente deve relatar ao seu médico histórico de alergia (contrastes, iodo,  antibióticos e inclusive alergia alimentar), doença renal, pulmonar, cerebral, vascular, queixas nas pernas como dormências ou dor ao andar.


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ANGIOPLASTIA CORONÁRIA (ANGIOPLASTIA CORONÁRIA COM CATETER BALÃO)


O procedimento para a angioplastia coronária em suas etapas iniciais é igual ao cateterismo (vide ítem anterior), com a diferença que após ser constatada a obstrução coronariana, é colocado um balão desinsuflado no interior da artéria comprometida e então feita a insuflação:

Descrição
Método invasivo, realizado em um laboratório de hemodinâmica, em que é feita a punção e cateterização de um vaso periférico do paciente, com o intuito de se introduzir um cateter até a artéria coronariana comprometida. Esta punção é feita sob anestesia local (que pode ser associada ou não ao uso de anestésico injetável, feito por um anestesista), estando o paciente deitado em uma maca. Após o exame o paciente deverá ficar internado sob observação por pelo menos 18 horas, seja em apartamento ou em UTI (sob vigilância), para então ser liberado para casa.

Duração
O procedimento em si dura entre 20 a 60 minutos, devendo o paciente se internar e permanecer por cerca de 18 horas após. Como exigirá repouso no dia posterior ao da angioplastia evite marcar qualquer compromisso.

Riscos para o paciente
Os riscos são considerados mínimos principalmente quando comparamos ao da cirurgia de ponte de safena (alternativa quando não existe possibilidade de angioplastia). Este exame poderá utilizar uma quantidade de contraste superior ao da própria coronariografia. O principal determinante de risco para realização deste exame é o estado clínico do paciente, portanto, converse com seu cardiologista ou hemodinamicista (médico que realiza o cateterismo) sobre estes dados.

Complicações mais frequentes:
- Complicações no local da punção: hematoma, infecção, ...
- Complicações alérgico com o uso de contraste: prevenidos naqueles com histórico de alergia com o uso de anti-alérgicos
- Complicações renais com o uso de contraste: pode ser prevenida em pessoas susceptíveis com o uso de contrastes menos tóxicos aos rins e pela realização de preparo medicamentoso específico
- Complicações cardíacas: resultantes da própria doença cardíaca do paciente que pode descompensar durante o procedimento, incluindo assim complicações no local da obstrução coronariana, como obstrução por trombo ou mesmo dissecção da artéria.

Preparo do pacientes / Cuidados antes do exame
O paciente deve estar em jejum (o ideal de 12 horas, mas pode ser feito em alguns casos com 6-8 horas),vir acompanhado, os medicamentos devem ser utilizados de acordo com orientação médica (algumas drogas devem ser descontinuadas antes do procedimento).

O paciente deve relatar ao seu médico histórico de alergia (contrastes, iodo,  antibióticos e inclusive alergia alimentar), doença renal, pulmonar, cerebral, vascular, queixas nas pernas como dormências ou dor ao andar, principalmente se estas queixas apareceram após o cateterismo prévio.


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ANGIOPLASTIA CORONÁRIA COM IMPLANTE DE STENT


O procedimento para a angioplastia coronária com stent é o mesmo que o descrito para angioplastia com balão(VIDE ÍTEM ANTERIOR), com a diferença que, ao invés de ser insuflado um balão dentro da artéria obstruída, é colocado um stent (estrutura composta de uma liga metálica, que quando armado no interior do vaso cardíaco adquire sua conformação, eliminando a obstrução aí existente)


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CIRURGIA DE REVASCULARIZAÇÃO MIOCÁRDICA 

("PONTE DE SAFENA")


A doença das artérias coronarianas causa o comprometimento do fluxo normal de sangue que passa pelas artérias coronárias. A principal causa é a aterosclerose, que diminui a luz (passagem) das coronárias, resultando em um desequilíbrio entre a oferta e o consumo de oxigênio pelo coração. Ou seja, passa menos sangue por um vaso estreito e, conseqüentemente, passa menos oxigênio. Menos oxigênio para o músculo do coração causa dor (angina); um tempo prolongado e ininterrupto sem oxigênio causa a morte do tecido cardíaco (infarto do miocárdio).

A cirurgia de revascularização do miocárdio — o bypass ou ponte —, conhecida popularmente como ponte de safena, é a colocação de um pedaço de veia, retirado do corpo do paciente, em um novo trajeto do coração. Este trajeto "bypassa" o ponto da artéria coronariana que está obstruído.

Cirurgia de revascularização do miocárdio é o nome correto deste procedimento. Como a safena era a veia da perna mais usada para este procedimento, a cirurgia ficou conhecida popularmente como ponte de safena. Na verdade, a artéria mamária é o vaso mais adequado, sendo que enxertos artificiais raramente são usados. Estudos com outras artérias do organismo estão sendo feitos, como com a artéria radial, artéria gastro-epiplóica, artéria mamária interna direita e artéria ulnar.

Quem opera
Vários pacientes podem ter indicação para a cirurgia de revascularização do miocárdio. Alguns pacientes têm obstrução nas coronárias, mas são totalmente assintomáticos, ou seja, não têm dor. Neles, a descoberta de aterosclerose nas coronárias é feita por exame complementar. Vale lembrar que estes exames devem ser solicitados exclusivamente por médicos: esses têm a capacidade de identificar, através de dados de história, a necessidade de investigação em pessoas que não têm nenhuma dor no peito.

Saiba que:

  • a mortalidade hospitalar gira em torno de 3%
  • A utilização da artéria mamária interna esquerda favorece a sobrevida em médio e longo prazos (após 6 anos);
  • 25% das mortes após revascularização cirúrgica do miocárdio não estão relacionadas à doença coronariana ou mesmo à própria cirurgia, acontecem por outras variadas causas;
  • 95% dos pacientes estão livres do infarto após 5 anos de revascularizados;
  • com a revascularização completa aumenta-se a tolerância ao exercício;

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ESTUDO ELETROFISIOLÓGICO INVASIVO e ABLAÇÃO POR CATETER (EEF)


Descrição
Método invasivo, realizado em um laboratório de hemodinâmica, em que é feita a punção e cateterização de um vaso periférico do paciente, com o intuito de se introduzir um cateter até dentro do coração. Esta punção é feita sob anestesia local (que pode ser associada ou não ao uso de anestésico injetável, feito por um anestesista), estando o paciente deitado em uma maca. Os procedimentos realizados durante o exame vão variar de acordo com o tipo de arritmia e suspeita clínica do paciente, podendo ser feita a medida do eletrocardiograma intracavitário ou até mesmo a estimulação cardíaca no intuito de demonstrar a presença de arritmias.

Após o exame é feito o repouso por alguns minutos, e logo então o paciente é liberado para casa (exceto em algumas situações que possam indicar a permanência hospitalar)

Duração
O procedimento tem duração variável, mas como envolve um preparo pré e pós-procedimento, orientamos aos pacientes que irão realizar este exame que evitem marcar compromissos para o mesmo dia.

Riscos para o paciente
Os riscos vão depender do tipo de arritmia e doença cardíaca do paciente: com a utilização de cateteres mais "finos", equipamentos mais modernos, etc.

O principal determinante de risco para realização deste exame é o estado clínico do paciente, portanto, converse com seu cardiologista ou eletrofisiologista (médico que realiza o EEF) sobre estes dados.

Complicações mais frequentes:
- Arritmias cardíacas
- Complicações no local da punção: hematoma, infecção, ...
- Complicações cardíacas: resultantes da própria doença cardíaca do paciente que pode descompensar durante o procedimento

Preparo do pacientes / Cuidados antes do exame
O paciente deve estar em jejum (o ideal de 12 horas, mas pode ser feito em alguns casos com 6-8 horas),vir acompanhado, os medicamentos devem ser utilizados de acordo com orientação médica (algumas drogas devem ser descontinuadas antes do exame).

Como em algumas raras situações pode ser utilizado contraste, o paciente deve relatar ao seu médico histórico de alergia (contrastes, iodo,  antibióticos e inclusive alergia alimentar), além de doença renal, pulmonar, cerebral, vascular, queixas nas pernas como dormências ou dor ao andar.

 

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MARCAPASSO



"Um marca-passo". Foi a solução que meu cardiologista encontrou para minha arritmia — isso mesmo, meu coração bate fora do ritmo. Ouvi, calado, aquelas três palavras, meio assustado. Afinal, nunca soube muito bem para que servia o tal aparelhinho.

O meu médico explicou que o aparelhinho que vou ter de implantar vai melhorar o funcionamento do meu coração, regularizando o ritmo dos batimentos dele. Fiz várias perguntas a ele, pois não basta apenas carregar o tal aparelhinho para cima e para baixo. Há várias recomendações e conselhos a serem seguidos rigorosamente. M.P. Uberaba-SP

Desde o primeiro implante em 1958, o uso de marca-passo tem aumentado progressivamente e já atingiu 500 mil pacientes nos EUA. No Brasil, são realizados, por ano, em torno de 9 mil novos implantes de marca-passo.

A estimulação cardíaca artificial é um tipo deste tratamento e é efetuada com a utilização de marca-passo, constituído de dois componentes principais: unidade geradora e cabo-eletrodo. Os cabos-eletrodos são constituídos de fios metálicos, revestidos por material isolante com um ou dois pólos metálicos em uma extremidade, conectados à unidade geradora em outra extremidade. A extremidade com os pólos metálicos pode estar posicionada na cavidade atrial, ventricular ou nas duas (dupla-câmara).

 

Existem vários tipos de geradores. Os mais modernos possuem sensores que alteram a freqüência cardíaca de acordo com a necessidade. As unidades geradoras geralmente ficam na região situada logo abaixo da clavícula.

Apesar da tecnologia empregada, determinadas situações podem interferir no funcionamento dos marca-passos.

A conseqüência clínica de uma interferência sobre o funcionamento do marca-passo vai depender principalmente do grau de dependência do paciente em relação ao aparelho. Cada paciente deve receber as orientações para seu caso. Existem quatro possibilidades de interferência: por contato; por campo elétrico; por ação magnética; e por ação mecânica.

As interferências ambientais sobre os marca-passos podem ser classificadas em quatro grupos, dependendo do ambiente em que ocorrem: ambiente doméstico; ambiente social; ambiente profissional; e ambiente hospitalar.

Ambiente doméstico
Apesar da grande diversidade de equipamentos presentes no âmbito domiciliar, seu potencial de interferência é muito pequeno. Essas interferências, na sua maioria de natureza eletromagnética, são raras e geralmente não causam problemas clínicos relevantes. Entretanto, o aterramento adequado das instalações e a correta manutenção e utilização dos aparelhos elétricos devem ser realizados.

Eletrodomésticos
Normalmente não provocam interferências, mas deve-se evitar contato direto da região do corpo onde está o gerador com o aparelho em funcionamento. Exemplos: rádios e televisores; tomadas e interruptores elétricos; telefones comuns e sem fio; portões eletrônicos, controles-remotos, chuveiros, máquinas de lavar, geladeiras, secadoras, batedeiras, liquidificadores, ferros-elétricos, exaustores, fornos, computadores, ar-condicionado, torneiras elétricas e brinquedos eletrônicos.

Fornos de microondas
Recomenda-se que o portador de marca-passo se mantenha afastado dois metros do microondas em funcionamento.

Colchão magnético
É contra-indicado para o portador de marca-passo devido à possibilidade de atuação do ímã sobre o gerador, alterando a sua programação e favorecendo o desenvolvimento de arritmias.

Aparelhos sonoros dotados de ímãs potentes
Todo o manuseio de aparelhos com ímãs potentes exige cuidados. Aparelhos sonoros, como grandes alto-falantes dotados de ímãs potentes, podem causar problemas se estiverem em contato com a unidade geradora.

Choques elétricos
Caso o paciente receba um choque elétrico de qualquer magnitude, recomenda-se uma revisão de todo o sistema de estimulação implantado.

Aparelhos que produzem vibração
Vibrações causadas por aparelhos eletrodomésticos, como barbeadores elétricos, escovas dentais elétricas, aparadores de grama, perfuradores elétricos e vibradores para massagem podem influir nos marca-passos dotados de sensores para movimento, provocando uma aceleração sem maior importância.

Hidromassagem
Pode interferir nos marca-passos dotados de sensores de movimento, sem maiores conseqüências.

Sauna
Não interfere diretamente nos marca-passos, porém saunas prolongadas podem diminuir a pressão arterial. Em pacientes com marca-passo e freqüência cardíaca fixa não há um aumento compensatório da freqüência cardíaca, podendo surgir sintomas.

Detectores de metais em aeroportos e em portas de bancos e dispositivos anti-furtos de lojas
Estes dispositivos são capazes de causar interferências em marca-passos, devendo ser evitados.

Transformadores e linhas de força de alta tensão
Podem interferir, sendo recomendado aos pacientes que não transitem a menos de 4m destes locais.

Escada rolante, elevadores, portas automáticas e rádio de freqüência privada
Não existem evidências de suas interferências sobre os marca-passos.

Transportes coletivos
Não existem evidências de interferências nos marca-passos de pacientes que utilizam transportes coletivos. Entretanto, as cabines de comando de aviões devem ser evitadas.

Telefone celular
No sistema analógico pode haver discretas interferências do tipo inibição transitória sem maiores repercussões clínicas. O sistema digital pode determinar interferências mais significativas, havendo relatos de modificação da programação. Independente da tecnologia utilizada, recomenda-se manter o aparelho, sempre que ligado, a uma distância superior a 15cm do marca-passo, além da sua utilização no lado contrário ao implante.

Prática de esportes e atividades sexuais
Pode interferir com alguns tipos de marca-passo (unipolares) devido a algum esforço da musculatura próxima da unidade geradora.

Ambiente profissional
O ambiente profissional dos portadores de marca-passos cardíacos artificiais permanentes pode conter equipamentos que emitam sinais eletromagnéticos que interfiram no funcionamento dos sistemas de estimulação. Estas interferências podem colocar em risco a vida do profissional.

Empresas de fornecimento de energia elétrica
Empresas de geração de energia elétrica, subestação de transformação e linhas de transmissão contêm campos eletromagnéticos de alta tensão que interferem no funcionamento do marca-passo.

Indústrias mecânica e siderúrgica
Os portadores de marca-passo estão sujeitos à ação de campos eletromagnéticos, mas quando sob influência das seguintes fontes: dispositivos de solda elétrica (arco voltaico) — os que utilizam até 225A em corrente alternada ou contínua com baixa voltagem parecem não interferir na função dos marca-passos (testes em laboratórios), já os dispositivos que utilizam mais de 300A têm demonstrado modificações temporárias nos marca-passos; motores elétricos de grande porte — devido à geração de campos eletromagnéticos, podem provocar interferência.

Recomenda-se aos portadores de marca-passo que se mantenha a uma distância mínima de 2m.

Indústria eletro-eletrônica
Os profissionais da área de montagem de tubos de TV e monitores de vídeo (fonte de emissão de raios catódicos) e de equipamentos da dosagem de radiação estão sujeitos às interferências ocasionadas por estas fontes de campo magnético. Além disso, equipamentos de solda por radiofreqüência também podem provocar alterações.

Empresas de telecomunicações
Transmissores de radiofreqüência AM, FM e TV podem inibir geradores unipolares, dependendo da proximidade, potência e modulação da freqüência transmitida. Radares raramente causam interferências no marca-passo de seus operadores.

Indústria transformadora de madeira e plástico
Os secadores de madeira por radiofreqüência, furadeiras e lixadeiras podem causar interferências nos marca-passos. Os trabalhadores portadores de marca-passo devem evitar essas atividades



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